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LUIZA MAIA QUER DIALOGAR ‘A FUNDO’ COM ROBYSSÃO

Por (José Marques)

Foto: Tiago Melo/BN

Acusada de querer aparecer, a deputada admite que quer ter o seu trabalho 'reconhecido'

A deputada estadual Luiza Maia (PT) quer “explicar a fundo” o Projeto de Lei 19.203 – que, se aprovado, determinará a proibição do uso de verba pública para a contratação de artistas cujas músicas incentivam o preconceito e a violência contra a mulher – ao vocalista do grupo de pagode Black Style, Robyssão, e a outros representantes da música baiana em geral. Em nota ao Bahia Notícias, a petista respondeu às declarações do compositor de “Rala a Xana no Asfalto”, que gostou da repercussão da polêmica sobre a proposta, por promover o Black Style à imprensa nacional. O “poeteiro” (poeta-pagodeiro) também afirmou que Luiza Maia, assim como ele, “só quer aparecer”. A parlamentar rebateu: “Todo trabalhador devotado à causa pública deseja que a sua atuação seja reconhecida. (...) Quero, inclusive, dialogar com representantes do pagode baiano – e dos demais ritmos também - para explicar a fundo do que trata detalhadamente a proposição de minha autoria”. A legisladora disse ainda não ser avessa ao pagode baiano. “Pelo contrário, considero a ‘vertente’ como uma das muitas coisas boas que o nosso estado produz. O que questiono são os conteúdos machistas, sexistas, apelativos e de mau gosto que alguns grupos insistem em explorar – desnecessariamente – nas suas canções”, disse. Apesar de a nota não atacar diretamente a banda de Robyssão e Cia., responsável pelas odes “Relaxe na Bica”, “Me dá a patinha” e “Rala a Tcheca no Chão”, em entrevista ao BN, a deputada já havia classificado os sucessos como  “músicas que incentivam a violência, a desvalorização, o desrespeito, a discriminação contra a mulher”.

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