Corcel: Prisões teriam motivação política II
As prisões de Marcos Ferreira, ex-superintendente da Sema, e Plínio Castro, ex-diretor de Áreas Florestais na gestão de Juliano Matos (inclusive candidato a deputado estadual em dobradinha com o ex-secretário) e de Ruy Muricy, ex-diretor de Florestas do IMA na época de Beth Wagner, e mais cinco servidores da Sema oriundos da antiga gestão (ver nota anterior), foram veementemente defendidas pelo atual titular da pasta, Eugênio Spengler, que descartou qualquer tipo de perseguição política a adversários. “Primeiro que não fui eu quem fiz a investigação. Foi a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público que dividiram a operação em duas áreas: a primeira investigou o sistema de emissão de novos créditos de reposição florestal e o segundo conduziu a parte da extração ilegal do carvão. Foram meses de escutas telefônicas, análises documentais, nas quais foram constatadas as irregularidades. Eu só fui informado na véspera de quem seria preso. Portanto, o governo não teve nenhuma ação direta nesse caso”, garantiu o secretário, em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (25). Spengler também negou ter qualquer desavença com seu antecessor na pasta e com a ex-comandante do IMA (atual Inema). “Eu não tenho nenhum tipo de inimizade ou qualquer tipo de disputa, nem com Juliano Matos e nem com Beth Wagner. As pessoas que estão dizendo isso têm lá seus motivos, que eu não sei quais são. O nosso foco, neste caso, foi no saneamento e na moralização do serviço público”, apontou. A Operação Corcel Negro, realizada em duas etapas, embargou quatro siderúrgicas, aplicou quase R$ 56 milhões em multas, apreendeu mais de mil toneladas de ferro-gusa, 73 caminhões, 3 mil metros de carvão, 22 armas, e ainda prendeu 39 pessoas, 21 delas na Bahia.
