CEI da Saúde é protocolada na SMS
Por (José Marques)
Foto: Divulgação

O vereador Alcindo da Anunciação protocolou a comissão que investigará a Secretaria Municipal de Saúde
O líder do bloco independente na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Alcindo da Anunciação (PSL), protocolou, nesta segunda-feira (25), o pedido para que seja formada uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “Eu tinha 21 assinaturas em mão e a promessa de conseguir mais duas hoje, mas como a comissão deve ser protocolada em plenário, fiquei preocupado que a sessão caísse antes que eu as conseguisse e ficasse parecendo que eu estava blefando. Então protocolei logo. Conversei com o presidente da Casa, o vereador Pedro Godinho (PMDB), e o pedido deve ser publicado no Diário Oficial de depois de amanhã [quarta-feira, 27]. Agora, cabe a ele conversar com as lideranças partidárias para indicar nomes que formem comissão”, assegurou. Apesar de a CEI ter sido montada para investigar a SMS a partir da gestão do secretário Luiz Eugênio Portela – quando houve o assassinato do servidor Neylton Souto da Silveira, em 2007, dentro das instalações do órgão –, Alcindo afirmou que o deputado federal e ex-prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy (PSDB), em ofício, manifestou apoio para que o colegiado também verifique a época em que ele estava à frente da administração municipal. “O PCdoB dizia que não concordava com as investigações porque elas seriam apuradas desde a gestão de um secretário petista. A gente fez isso porque foi quando ocorreu um assassinato na casa, o que é muito grave. Mas hoje o próprio Imbassahy enviou ofício ao presidente da casa, com cópia para mim, dizendo que a apuração pode acontecer desde a gestão dele. Agora, mais do que nunca não tem porque apurar”, afirmou. Com o aval, a comissão terá que apurar desde a gestão de Aldely Rocha, secretária de Imbassahy, dos petistas Luiz Eugênio e Carlos Trindade, o “Carlão”, de José Carlos Britto, José Saturnino Rodrigues e do atual titular Gilberto José. Anunciação garante que a pressão agora será grande para que a CEI seja montada, com a indicação dos membros, a análise dos documentos e a chamada dos envolvidos na SMS para depor na Câmara.
Foto: Elton Bonfim / Ag. Câmara O deputado federal e ex-prefeito de Salvador Antônio Imbassahy (PSDB), confirmou ao Bahia Notícias ter enviado ao presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Pedro Godinho (PMDB), e ao vereador Alcindo da Anunciação (PSL), um ofício para que a Comissão Especial de Inquérito (CEI), que investigará a Secretaria Municipal de Saúde, analise a pasta desde a sua gestão, quando Aldely Rocha era a titular. “Fiz questão de ligar para Pedro Godinho e Alcindo [da Anunciação]. O meu dever como deputado é fiscalizar as ações do Executivo e o direito da população é receber todas as informações, especialmente aquelas que tratam do dinheiro público”, afirmou Imbassahy. Recentemente, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) havia dito ao BN que a oposição concordava com a implantação de uma CEI desde que a SMS fosse investigada a partir da administração do então pefelista. “Devido à crise do setor de saúde de Salvador, agravada pela situação financeira verificada nas Santas Casas de Misericórdia, hospitais e entidades filantrópicas do Município (...), em razão da falta de repasse pelo Poder Público Municipal das verbas federais devidas a essas instituições, venho manifestar o meu apoio e concordância com a instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI), solicitada pelo vereador Alcindo da Anunciação (PSL), para investigar a aplicação dos referidos recursos. (...) Protocolei duas representações nos Ministérios Públicos Federal e Estadual, solicitando uma investigação sobre os repasses no que diz respeito aos valores, prazos e sua aplicação. Como também fui prefeito de Salvador, senhor presidente, coloco-me à inteira disposição para que a sindicância retroceda até a minha administração”, apontou o documento enviado pelo tucano.

Imbassahy: "coloco-me à disposição para que a sindicância retroceda até a minha administração"
