Aladilce rebate acusação de Carballal
Por (José Marques)
Foto: Max Haack/BN

Aladilce afirma que "não se jogou contra governo" na votação da Embasa
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) rebateu as declarações feitas nesta terça-feira (12) pelo líder do bloco da oposição na Câmara Municipal de Salvador, Henrique Carballal (PT). Carballal acusou a edil de "bater" nele só para chamar atenção e foi chamada de "incoetente" por ser aliada do governo e não ter votado a favor do projeto da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) que, segundo ele, “investirá R$ 60 milhões em Salvador”. Em entrevista ao Bahia Notícias, Aladilce afirmou que “não vai entrar nesse nível de discussão” apregoado de troca de insultos, mas continua favorável à saída de Carballal da frente da ala da minoria. “Estamos aguardando a decisão do PT e continuamos com a opinião de que é preciso mudar. Mas cabe ao próprio PT indicar uma nova liderança”, argumentou. Aladilce também justificou sua abstenção na votação do projeto da Embasa. “Não estou me jogando contra o governo. Essa questão não me procede. Nós não votamos no projeto da Embasa porque tinha 300 páginas e foi votado durante a madrugada em regime de urgência urgentíssima. Por isso, eu e a vereadora Olívia Santana (PCdoB) nos abstivemos”. Aladilce pontuou que tomou “uma posição de responsabilidade”. “Não vou votar em um projeto que não conheço. Estaria traindo a confiança dos meus eleitores”, afirmou.
Ao Bahia Notícias, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) também explicitou seu desagrado com Carballal por ele ter aprovado a emenda na Lei do Plano Diretor do Município (PDDU) que permite à prefeitura gerir diretamente o Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (Fundurbs). O líder da bancada votou de forma contrária ao bloco que representa. “O Fundurbs é um fundo de R$ 10 milhões para que João Henrique possa usar em intervenções urbanas como, por exemplo, operações tapa-buracos. Como a prefeitura está com dificuldades financeiras, esse dinheiro tinha que ser administrado por um Conselho Municipal, que deveria ter sido criado desde 2008 e ele [João Henrique] não criou até hoje. Essa questão nem deveria ter passado pela Câmara se não existe Conselho”, explicou. Segundo Aladilce, apesar de cinco dos oito oposicionistas estarem contra a emenda, Carballal não acatou a opinião dos colegas. “Ele não pode, em nome da bancada, fazer um voto que não a representa. Se você é líder, você tem que chegar a um consenso ou votar com a maioria. Quando fui líder de bancada também já tive que votar no que não era de minha posição porque era o voto da maioria”, relembrou. Aladilce, agora, aguarda que o PT analise a situação de Carballal no bloco. “Nós estamos esperando uma posição da vereadora [e líder do PT na Câmara] Vânia Galvão sobre isso”, pontuou.
