CELESTINO: ‘AINDA HÁ ATROPELOS DE LIBERDADE’
Por (Rafael Rodrigues / João Gabriel Galdea)
Foto: Max Haack / Agência Haack / BN

Samuel Celestino trasmitiu cargo de presidente da ABI para Walter Pinheiro
Durante a cerimônia de transmissão do cargo de presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), na tarde desta segunda-feira (13), na sede da entidade, no Centro Histórico de Salvador, o jornalista Samuel Celestino falou sobre o legado que deixa após 25 anos de “defesa intransigente da liberdade de imprensa”. Celestino, que passa o bastão para o jornalista Antonio Walter Pinheiro, destacou como legado físico as mudanças na sede da diretoria, localizada na Praça da Sé, e a inauguração da Biblioteca Jorge Calmon, a única de comunicação da Bahia, com importante acervo de cinema e comunicação social. Ele também destacou a sua “luta diária pela manutenção da liberdade de imprensa" e o caso do assassinato de dez jornalistas na década de 1990, denunciado por uma série de reportagens do A Tarde e levada pela ABI à Associação Mundial de Jornais. “Com essa denúncia, o caso ganhou o mundo. Apesar da impunidade nos casos revelados, desde então, não houve mais assassinatos de jornalistas na Bahia”, considerou. Apesar de comemorar a atuação, ele ressalta que ainda há tentativas de calar a imprensa e citou o caso recente do deputado estadual Deraldo Damasceno (PSL), que xingou repórteres de dois veículos ao ser questionado sobre um suposto envolvimento com uma traficante de drogas. “Apesar das várias conquistas, ainda existem atropelos de liberdade, como no caso recente do deputado Deraldo Damasceno”, destacou.
