Deraldo teria sequestrado urnas de Sindicato
Por (Evilásio Júnior)
Foto: Evilásio Jr. / Bahia Notícias
Deputado Deraldo Damasceno é acusado pela Força Sindical e chapa Rodando na Base de favorecer sobrinho
O deputado estadual Deraldo Damasceno (PSL), que agrediu verbalmente repórteres que o perguntaram sobre o suposto envolvimento com a traficante de drogas Nem Gorda (entenda a história aqui, aqui, aqui, aqui, aqui,aqui e aqui também), já foi alvo de um processo na Corregedoria da Polícia Civil, em 2009, por supostamente interferir na eleição do Sindicato dos Rodoviários de Salvador. De acordo com integrantes da chapa Rodando na Base, que reclamam de fraude no procedimento, o atual parlamentar teria sequestrado urnas para favorecer a coligação de um parente. “Ele chegou lá com um grupo de homens armados e levou as urnas da garagem da Praia Grande para o sindicato. Se ele foi chamado por causa de uma denúncia, deveria ter levado as urnas para a delegacia. O sobrinho dele e J. Carlos (deputado estadual do PT) eram diretores da chapa 1”, relatou João Barreto, vice-presidente da Rodando na Base, em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com o sindicalista, a queixa foi registrada, mas a ação deixou de tramitar na Corregedoria. “O processo está lá parado, pois o pessoal ficou com medo. Faltou o depoimento de duas testemunhas, dois mesários, um do Rio e outro de Ilhéus. Ficaram com medo porque se sentiram intimidados: era um delegado que tinha entrado armado na garagem. Até o momento, o processo está arquivado”, completou Barreto.
O advogado da Força Sindical, Flávio Pinheiro, endossou as denúncias de que houve irregularidades na eleição do Sindicato dos Rodoviários, em 2009, protagonizadas pelo deputado Deraldo Damasceno (PSL), embora só tenha visto parte da história. “Eu não sei o que aconteceu antes de as urnas chegarem ao sindicato, mas eu vi quando elas chegaram pelas mãos dele. Foi aberto, inclusive, um BO (Boletim de Ocorrência) na delegacia em que ele era o titular (5ª de Periperi)”, contou ao Bahia Notícias. A corregedora-chefe da Polícia Civil, Iracema Silva de Jesus, contatada pela reportagem, negou ter conhecimento do episódio. “Eu só assumi há três meses. Pelo tempo, o processo deve ter sido arquivado”, inferiu. Ela prometeu verificar os autos para apurar em que estágio está o processo, mas não retornou mais ao contato. Como se ausentou da sessão desta quarta-feira (8) na Assembleia Legislativa, por motivo de viagem, o parlamentar não foi localizado para comentar o assunto.
