Tapajós e Carajás seriam Estados inviáveis
Os Estados de Carajás e Tapajós, se forem criados, serão economicamente inviáveis e dependerão de ajuda federal para arcar com as novas estruturas de administração pública que precisarão ser instaladas, segundo o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Rogério Boueri. Considerando os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2008, o economista concluiu que Tapajós e Carajás teriam, respectivamente, um custo de manutenção de R$ 2,2 bilhões e R$ 2,9 bilhões ao ano. Diante da arrecadação projetada para os dois estados, os custos resultariam num déficit de R$ 2,16 bilhões, somando ambos, a ser coberto pelo governo federal. A estimativa não leva em conta os altos investimentos envolvidos na criação de estados, como a construção de edifícios públicos e a necessidade de ampliar aeroportos e rodovias. Os cálculos do pesquisador se baseiam nas médias de gasto com a manutenção da máquina pública por habitante em cada estado. Prefeitos das cidades que passariam a ser capitais, na hipótese de aprovada em plebiscitos a divisão do Pará, defendem a criação dos estados e apontam a distância da capital e a consequente ausência do governo estadual como os motivos para a divisão do estado. Informações do portal G1.
