Inquérito havia apontado ‘fraude’
A denúncia aponta que um inquérito policial, anterior ao julgamento da 2ª Câmara do TJ-BA, havia indicado a existência de fraude supostamente promovida pelo vendedor do terreno de Piatã. A investigação concluiu que “diante dos fatos apurados, constata-se que devido à extraordinária valorização da área, Alberto Badaró (primeiro dono da área, que teria usado o senhor Vicente de Jesus Fonseca como “laranja”), que já havia vendido o terreno a Roberto Garrido, vendeu a outros interessados, visando interesses financeiros”. A suspeita surgiu em 2008, após o mesmo imóvel ser vendido a uma nova empresa, a Globo Incorporações, que, por sua vez, também alegou que o imóvel seria dela. Durante a apuração, o proprietário da empresa, conhecido como Edson da Globo, não foi localizado. Ele não teria endereço conhecido, conforme a denúncia de Roberto Garrido, bem como o CNPJ da construtora está em nome, na verdade, da companhia Prooticos Comércio e Representações. Em sua apreciação, a juíza da 18ª Vara, Laura Scaldaferri, deu ganho de causa em 1ª instância a Garrido, em 2009, mas a Globo conseguiu reverter a sentença no TJ-BA, após a realização de sucessivas “retificações” nos seus confrontantes, ao deixar de fazer limite com o Rio Jaguaripe.
