‘Lapso verbal’ de Geddel é ruim para democracia
Segundo Otto Alencar, apesar de ele acumular o cargo de secretário estadual de Infraestrutura, nada tem sido oferecido em troca aos adeptos do seu projeto de formação do PSD. “Não tenho convênio nenhum nem cargo nenhum a oferecer. Eles vieram porque este é um momento de renovação, de se fazer a política do futuro, e essa justificativa tem que ser respeitada, como eu respeito qualquer iniciativa que o ex-ministro tomar. Vejo que esse lapso verbal, de ele considerar o PSD como ‘molecagem’, assim como chamou o prefeito João Henrique de ‘menino maluquinho’, é muito ruim para a democracia e para a política. Essa linguagem muito áspera agride a liberdade e a vontade das pessoas que tomaram a iniciativa de criar um novo partido, o que é perfeitamente legal. Pelo tempo de política e pela maturidade do ex-ministro, gostaria que ele pudesse ao menos respeitar. Vida que segue”, analisou. Para o vice-governador, um dos motivos para mudança na configuração política baiana é a quebra da divisão entre carlistas e anti-carlistas promovida, segundo ele, na primeira eleição de Jaques Wagner.
