União procura lixão para material nuclear

Apesar do perigo intrínseco à possibilidade de acidentes em usinas nucleares, como o que acontece em Fukushima, no Japão, o principal problema gerado pelo modelo de geração de energia elétrica é o descarte do lixo atômico. Sem saber o que fazer com o material, também radioativo, o governo brasileiro vai oferecer dinheiro a municípios que toparem receber o lixo produzido nas usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ). O material tem de ficar, eternamente, em cápsulas de inox revestidas de concreto. Prevê-se que esses depósitos de rejeitos tóxicos terão “prazo de validade” de 500 anos. Por enquanto, o combustível queimado é guardado, "com grau de segurança extremamente elevado", dentro de uma caverna. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23) pelo presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, em audiência pública de três comissões do Senado.
