STF: Opositor ferrenho, Gaban seria reeleito
A Assembleia Legislativa da Bahia também não seria a mesma, caso o entendimento dos ministros do STF fosse importado para a eleição no plano estadual. Com o quociente eleitoral e partidário calculados por cada partido, de maneira isolada, o deputado Carlos Gaban (DEM), um dos principais críticos do governo Wagner (o atual parlamento não conta com opositores tão “ácidos”), teria sido reeleito. O problema de Gaban foi que, a coligação da qual participou, não teve a força necessária para mantê-lo no Legislativo baiano. Já a deputada Maria Luiza Laudano (PTdoB), impulsionada à reeleição pela força da coligação, estaria fora na simulação cedida ao BN pelo escritório Ismerim e Advogados Associados. Ainda segundo o levantamento, o petista Carlos Brasileiro, que atualmente comanda a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), não tomaria posse como 1º suplente, pois teria uma cadeira garantida na Casa de Leis baiana. Em tempo: por conta da confusão e, diz-se, do “efeito Tiririca”, as eleições proporcionais (vereador, deputado estadual e federal) estão com os dias contados. Isso porque o Congresso Nacional já iniciou as discussões sobre a Reforma Política que deve dar fim ao sistema, baseado em coeficiente eleitoral. No lugar entraria o voto majoritário simples, segundo o qual se elegeriam os candidatos com mais votos, o que seria o fim das coligações.
