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Brasil sofre processo de “desindustrialização”

Por (Rafael Rodrigues)


Workshop apresentou a jornalistas os desafios e perspectivas para a indústria petroquímica

A supervalorização do real, o alto custo de mão de obra, a alta carga tributária e as dificuldades infra-estruturais de logística de transporte estão provocando um fenômeno da “desindustrialização” do Brasil. Esse foi o diagnóstico apresentado pelo presidente da maior empresa de produção de polímeros químicos do país, Carlos Fadigas, da Braskem, em Workshop realizado para a imprensa, nesta terça-feira (22), em São Paulo. “O Brasil está voltando a ser um país de economia primária, como no século XVI. Exporta cana de açúcar e soja, mas o déficit dos outros produtos é fabuloso”, disse. O gestor lamenta que o grande volume de importação de materiais químicos industrializados tenha provocado um déficit de R$ 20,3 bilhões no setor – a balança total fechou superavitária em R$ 23 bilhões devido aos bens primários. A bronca do empresário recaiu também sobre a Petrobrás, principal fornecedora da matéria prima, que só negocia com o pagamento à vista. “Para meus clientes, eu tenho R$ 3,5 bilhões em crédito, para que possam pagar até 40 dias depois da compra, e isso facilita muito o capital de giro”, comparou. Fadigas apontou distorções ainda nas políticas estaduais de tributação: “Em Santa Catarina, por exemplo, o ICMS para o produto importado é mais baixo que o nacional”, disse. Saiba ainda: Braskem admite capitalização com ações na bolsa, Potencial de crescimento enfrenta gargalos, Faltam profissionais e investimento em ciências, Braskem: plástico polui menos que madeira (ver nota completa).

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