Apagão: Pinheiro contesta diretor da Chesf
Por (Evilásio Júnior)
Foto: Max Haack/BN

O senador Walter Pinheiro (PT) contestou as justificativas do diretor de operações da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Mozart Bandeira, que atribuiu a uma “falha no sistema de proteção” o apagão elétrico que atingiu sete estados nordestinos na madrugada desta sexta-feira (4). Em contato com o BN, o parlamentar cobrou que haja planejamento para os casos de panes. “Como sistemas tão sofisticados, no caso Oi e agora apagão, e cada vez mais recheados de inovação e avanços tecnológicos, podem continuar pecando no quesito, antigo, ‘rotas alternativas’ com remanejamento automático?”, reclamou. Para ele, o diretor da Chesf não poderia se eximir da responsabilidade. “Quero contestar e lamentar a explicação do diretor Mozart da Chesf, que atribui a uma falha em um equipamento todo o apagão. Ora, um técnico do porte do Mozart sabe que falhas, defeitos e até acidentes vão ocorrer sempre, porém a pior falha é na ausência de planos de contingência e sistema alternativos para a continuidade de serviços. Foi esta a causa do apagão, pois além da queda em uma usina, como efeito dominó, houve quedas em outras unidades, quando deveria ocorrer o contrário. O sistema atingido deveria ser isolado e sua ‘base’ de cobertura deslocada para atendimento e manutenção dos serviços por outras usinas. Era melhor assumir esta falha para corrigir, do que colocar a culpa em uma ‘peça’ que todos sabem que um dia vai falhar”, protestou Pinheiro, que reforçou o seu argumento em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Tudo FM.
