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Egito: diálogo começa após mais de 100 mortos

Após dez dias de protestos, a revolta popular contra o regime do ditador Hosni Mubarak ganhou ares de guerra civil. Defensores do líder político, que está há 30 anos no poder, foram para o confronto em praça pública contra os manifestantes, o que deu o ar de guerra para o manifesto. Ao menos 100 pessoas morreram, mas, segundo a ONU, esse número pode chegar a 300, já que não há dados oficiais. De acordo com a televisão Al Jazeera, a quantidade de feridos teria passado de 1,5 mil, mas esse número também pode ser muito maior. Na noite de quarta, a emissora americana CNN noticiou que manifestantes que defendem Mubarak disseram aos repórteres que são funcionários de uma indústria química estatal e foram enviados por seus chefes à praça Tahrir e que muitos outros são na verdade policiais. Para amenizar a guerra, governo e "partidos e forças políticas" da oposição começaram a dialogar, segundo a TV estatal do Egito, nesta quinta. O governo é representado no diálogo pelo recém-nomeado vice-presidente, Omar Suleiman. Informações do G1 e Folha.

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