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Emergência de Pirajá ainda em situação precária

Por (João Gabriel Galdea)

Fotos: Associação de Moradores de Pirajá

Unidade de Emergência de Pirajá atende demanda de dez bairros populosos...

Mais de um mês após o BN denunciar a situação caótica em que se encontrava a Unidade de Emergência do bairro de Pirajá, em Salvador, o local ainda apresenta os mesmos problemas que prejudicam e até impedem o atendimento médico-hospitalar à população da periferia. Nesta quinta-feira (27), moradores voltaram a denunciar o descaso e a falta de atenção do poder público para com o pronto-socorro, responsável pela demanda de saúde de dez bairros bastante populosos. Segundo membros da associação de moradores do bairro, dos dias 11 a 14 de janeiro deste ano houve problema no atendimento de emergência no posto por falta de água, algo que já se tornou contumaz no local. Com isso, a realização de procedimentos simples, como suturas, limpeza de ferimentos e aplicação de vacinas, fica suspensa, até o restabelecimento do serviço. De acordo com um funcionário da unidade, que preferiu não se identificar, temendo retaliações, as medidas que vem sendo tomadas para solucionar o problema da falta de água são paliativas. Segundo a fonte, o reservatório é periodicamente reabastecido, mas há vazamentos em local não visível que faz com que a água rapidamente se esvaia. Conforme outra fonte, que também preferiu o anonimato, após a criação da unidade gestora do pronto-socorro, todos os serviços de manutenção e almoxarifado ficaram prejudicados, e o local já não dispõe de recursos nem para comprar uma lâmpada. Os pacientes, que não são recebidos nem no ambulatório, tampouco na emergência, são encaminhados para os hospitais João Batista Caribé, Ernesto Simões, HGE e pronto-socorro de São Caetano. A reportagem tentou entrar em contato com a administração da unidade, que é de responsabilidade do Governo do Estado, mas, tal qual a população, não foi atendida.


Pronto-socorro tem ficado fechado com frequência, por falta de condições de funcionamento

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