Irã faz protesto contra crítica de Dilma
O governo de Mahmoud Ahmadinejad expôs mal-estar com declarações de autoridades da nova administração sobre sua política de direitos humanos, em telefonema à embaixada brasileira no país, nesta terça-feira (11). Após o segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) condenou apedrejamento de mulheres. Em entrevista ao jornal Washington Post, em 18 de novembro, Dilma criticou o comportamento do Brasil na ONU, ao abster-se de votar uma condenação às violações de direitos humanos no Irã. "Não concordo com o modo como o Brasil votou. Não é a minha posição", afirmou Dilma, ao mencionar "práticas medievais aplicadas quando se trata de mulheres". "Ficaria desconfortável, como uma mulher eleita presidente, em não me manifestar contra o apedrejamento", disse ela, referindo-se à condenação da iraniana Sakineh Ashtiani à morte por apedrejamento. Informações do O Estado de S. Paulo.
