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Wagner se aproxima de JH, mas não pagará contas

Foto: Correio da Bahia

A aproximação entre o governador Jaques Wagner e o prefeito de Salvador João Henrique Carneiro (PMDB) está consolidada e se dará no âmbito institucional. O petista, em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (23), admitiu que JH “agora está de novo próximo”, mas argumentou que nunca deixou de ajudar o Palácio Thomé de Souza. Ele enumerou uma série de intervenções, avaliadas em mais de R$ 2 bilhões nos últimos quatro anos, como prova de que nunca desamparou a capital. Entre os exemplos, ele citou a Via Expressa, Complexo Viário 2 de Julho, obras de saneamento, estimadas em R$ 500 milhões, Arena Fonte Nova, Ponte Salvador-Itaparica, projeto de mobilidade urbana na Paralela, Minha Casa Minha Vida, ginásio de esportes de Cajazeiras, Stock Car, atração de novos hotéis e o Campeonato Mundial de Judô em 2012. “Isso não ajuda Salvador? Eu nunca pedi a ele (JH) compromisso de fidelidade para fazer ajuda. A ajuda está sendo feita. É óbvio que está faltando uma série de coisas. Agora, eu não posso pagar a folha, eu não posso pagar o custeio e não posso pagar a energia dele. A Lei não me permite pagar. (...) E não tem nada a ver com a política. Tem que ser formal, legal. Não quer dizer entrar lá para gerir”, ponderou. Wagner declarou também que não teme que a boa relação com JH, que tem sido criticado pela crise financeira no Município, prejudique a imagem do governo. “Eu não tenho medo disso não. Eu não tenho muita escolha. Se eu me aproximar, e isso for verdade, pode causar desgaste, mas se eu também não me aproximar e não ajudar a resolver os problemas da cidade, o que é que adianta?”, indagou.

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