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WAGNER FALA DE CONTINUIDADE E MANDA RECADO

Por (Evilásio Júnior)

O governador Jaques Wagner, que participou do almoço com jornalistas ao lado dos secretários Cézar Lisboa (Relações Institucionais) e Robinson Almeida (Comunicação), deu indícios de que o seu secretariado terá, em parte, velhos conhecidos. Além dos dois, ele falou do trabalho de Carlos Martins (Fazenda) e avaliou a permanência de alguns quadros como “natural”. “É óbvio que o núcleo do governo tende a continuar, e aí eu não sei sedo PT, mas as pessoas de um ciclo muito próximo, e é normal que, na conta, você componha com quem te ajudou a ganhar. Eu também não fico nessa de se vai ser técnico ou político. Eu digo sempre: um técnico espetacular, se ele é um elefante em uma cristaleira não me ajuda em nada. Em três semanas todo mundo quer derrubar ele. Um político espetacular, que todo mundo adora, mas não executa nada do meu programa, não resolve minha vida também. Ninguém senta na cadeira de secretário sem ter competência e sem ter um manejo político”, avisou. O chefe do Executivo baiano também mandou um recado aos parceiros que tentam fazer lobby na gestão. “Um problema que a gente tem, e que eu vou cobrar muito dos parceiros políticos agora, é que secretaria não é local para nomear cabo eleitoral. Secretaria é para nomear secretário. Cabo eleitoral a gente nomeia em cargo de assessoria, o que for. Secretaria é para funcionar e a gente fatura politicamente não com cabo eleitoral. É com resultado no serviço. O povo tem uma visão equivocada. Não é fazendo favor que se ganha voto. Se ganha voto fazendo política”, disparou. 

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