Ministério: JW acha que Bahia teve ‘peso demais’
Por (Evilásio Júnior)
Foto: Agecom

O governador Jaques Wagner declarou, durante almoço com a imprensa, acreditar que a Bahia acabou por ter “peso demais” na composição ministerial do governo Dilma Rousseff. Embora tenha sido criticado, inicialmente, por não emplacar titulares, no fim da composição seis políticos ligados ao estado foram confirmados na equipe: Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário); Jorge Hage (Controladoria Geral da União); José Sérgio Gabrielli (Petrobrás) e Orlando Silva (Esportes) – que é baiano, apesar de ser do PCdoB paulista –, além do pernambucano Mário Negromonte (Cidades), presidente do PP estadual e deputado eleito pelos baianos, e Luiza Bairros (Promoção da Igualdade), que milita no Movimento Negro local e era secretária do segmento no governo. Apesar disso, o chefe do Executivo insiste em dizer que apenas avalizou indicações e não lutou para que nomes emplacassem. Ele não encara o fato como falta de prestígio, até porque “nenhum ministério resolve” os problemas a serem enfrentados. “É óbvio que é bom ter ministro, se ver representado, mas nenhum ministro tem a capacidade de levar para o seu estado um orçamento inteiro. Não funciona assim. Ajuda, porque você tem mais intimidade, o sentimento de baianidade dele é claro que fará com que tente puxar mais coisas para o estado, mas não na relevância que se tenta dizer. (...) Agora o que vai valer mesmo é a relação com ela”, salientou. Wagner aproveitou a situação ainda para alfinetar o deputado federal Geddel Vieira Lima. “Eu nunca me dediquei a isso. Eu definitivamente acho isso secundário. Eu poderia até brincar. O último ministro que eu indiquei não me ajudou muito. Virou meu adversário. Então, como gato escaldado tem medo de água fria...”, conjeturou.
