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Lula quer exportar políticas após mandato

Em mais uma despedida de Luiz Inácio da Silva como presidente – dessa vez do Mercosul – Lula afirmou que deseja continuar fazendo política na América Latina e levar experiências bem-sucedidas do país para o continente africano. "O Brasil tem políticas sociais extremamente exitosas e isso poderá servir de base para aplicação em outros países se eu respeitar as peculiaridades de cada país", disse. No encontro entre presidentes dos países sócios, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, o presidente também foi homenageado pelos seus colegas. Evo Morales, líder boliviano chegou a sugerir o seu nome como possível secretário-geral da ONU, posto negado por Lula após agradecer a menção. "Eu só posso compreender a indicação como um gesto de cortesia do meu companheiro Evo Morales”. Lula rechaçou a ideia de políticos assumirem o cargo, visto que poderia atrair cobiça entre os países. "Eu acho que a ONU precisa ser dirigida por algum técnico competente da ONU. Não pode ter um político forte na ONU, porque não pode ser maior que os presidentes dos países e eu fico meio preocupado se virar moda presidentes de países presidirem a ONU", afirmou. Ele provocou os diplomatas americanos. "Daqui a pouco os EUA estão disputando, além do Conselho de Segurança, também o controle das Nações Unidas e aí tudo ficará mais difícil", completou.

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