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Tesouros de naufrágios são vendidos na web

Foto: Divulgação

Dois canhões do Galeão Sacramento ficam no terraço do Farol da Barra, onde funciona o Museu Náutico da Bahia

Sites nacionais e estrangeiros vendem, sem o conhecimento da Marinha, objetos retirados de naufrágios ocorridos na costa brasileira. De acordo com o Estadão, peças como uma garrafa "de 110 anos", retirada do mar de Ilhabela, no litoral paulista, são oferecidas por R$ 280. Os destinos dos objetos podem ser leilões e estantes de caçadores de tesouros. Segundo a Diretoria de Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, 1.320 naufrágios de interesse histórico ocorreram na costa brasileira desde o século 16. Um exemplo é o navio Galeão Sacramento, que naufragou no litoral baiano em 1668 e foi um dos mais explorados. Por US$ 280, um site vendeu em outubro uma moeda de 500 réis, de 1663, que estava na embarcação. Em outro site americano é possível encontrar lotes de moedas da mesma embarcação. A venda nem sempre é ilegal, mas nem todas as peças têm comprovante do naufrágio de origem ou da autorização para sua retirada.
 

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