Empresário e Ildes dizem que obra tem licença
O empresário Nicolau Martins, responsável pela construtora NM Ltda., em nota, assegura que o desmatamento de área na paralela para a construção do Parque Tecnológico ocorreu com anuência prévia do Instituto do Meio Ambiente. Segundo Martins, no dia 21 de maio de 2008, ele assinou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Estadual, com o Ibama e com o Centro de Recursos Ambientais (CRA), que teriam dado aval para a realização da obra. O empresário acentua ainda que em 20 de outubro de 2008 foi multado pelo IMA por ter iniciado a demarcação da área a ser desmatada, pagou a multa e em seguida conseguiu a anuência do órgão para seguir com a obra. Já o ex-secretário Ildes Ferreira, também em nota, lamentou que a questão ambiental seja “sempre colocada como motivo para as tentativas de impedimento” de viabilizar a Tecnovia. “Somente um empreendimento público dessa natureza poderá garantir a preservação de parte da fauna e da flora ainda restantes”, argumentou. Segundo ele, a mata atlântica já não existia mais no local da obra. “Aquela vegetação deve ser a quinta geração. Prova disso foi que não encontramos nenhuma árvore adulta no local, todas já tinham sido devastadas pela retirada clandestina de madeira e lenha”, disse.
