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Especialistas defendem UPP em Salvador

O modelo de combate ao tráfico de drogas pelo governo do Estado do Rio de Janeiro deveria ser adotado em Salvador. Essa é a opinião de especialistas em Segurança Pública consultados pelo jornal A Tarde, em matéria publicada nesta sexta-feira (26). O carro-chefe do modelo carioca é a figura da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que consiste na instalação da polícia nos bairros violentos, com outros serviços básicos do Estado, como educação e saúde. Na Bahia, o principal programa é o Ronda nos Bairros. “Não se pode deixar o problema reduzido somente à questão policial”, frisou Tânia Cordeiro, coordenadora do Fórum de Combate à Violência da Ufba. Segundo os estudiosos, apesar de a territorialidade em Salvador ainda estar sob um controle mais efetivo do Estado, há diversas áreas da cidade sob o domínio do crime. Só para citar, algumas, Bairro da Paz, Nordeste de Amaralina, Pero Vaz e Fazenda Coutos. “A inteligência policial só tem atuado para identificar crimes depois que eles ocorrem. Não dá para entender o motivo pelo qual não se colocam policiais permanentemente em locais desses, onde há crimes o tempo todo. É uma ação de conivência com o crime”, criticou o professor Costa Gomes, coordenador do Observatório de Segurança da Unifacs. O secretário de Segurança Pública do Estado, César Nunes, entretanto, não vê a necessidade de instalar UPPs na Bahia.

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