Descontentes podem fazer coro com oposição
Uma das intenções da “Operação Ribanceira” é dar força à oposição, hoje composta por apenas oito vereadores. A medida faria com que as Comissões Especiais de Inquérito (CEIs) para apurar possíveis irregularidades na administração de João Henrique como, Caso o bloco dos descontentes faça coro com os contrários, a ala passaria a contar com 24 votos, o que dificultaria a maioria absoluta (33 vereadores) que JH conta atualmente na Câmara. “Com certeza isso pode acontecer. O prefeito passou por cima de tudo. Agora uma dúvida que me ocorre é em relação às empresas citadas na investigação. Há quanto tempo a Facesa (Faculdade Evangélica de Salvador) está na prefeitura? Quem são os interlocutores, principalmente em relação ao Idesh (Instituto de Desenvolvimento Humano), que tem o nome envolvido em outras suspeições no país? Quais são os deputados federais que estão por trás disso? A quem interessam os contratos? Eu, Joceval, enquanto, vereador, tenho essas dúvidas e espero que o Judiciário esclareça tudo”, clamou Joceval Rodrigues. Para ele, contudo, no caso específico da suposta fraude de R$ 7,8 milhões dos dois contratos do Projovem com a Secult, não caberia a instauração de uma CEI, pois “os vereadores não teriam tantos elementos quanto a Justiça para investigar”.
