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Santaluz: Fábrica nega frequência de explosões

A mineradora Magnesita, acusada de causar danos materiais e ambientais no município de Santaluz, no nordeste baiano, e de promover “terremotos” que têm deixado a população preocupada, negou que o número de explosões seja tão freqüente quanto o relatado por moradores. Segundo Evair Duarte, responsável pelo planejamento de minas, afirma que em hipótese alguma a empresa faria mais do que uma explosão por semana, que dirá duas por dia. “É feita, no máximo, uma explosão por semana. Mas a média mais próxima do comum é uma explosão a cada 12 dias”, afirmou, relatando a complexidade de se fazer cada detonação. De acordo com o Instituto do Meio Ambiente (IMA), não constam reclamações contra a empresa na sede de Santaluz, apenas reclamações e notificações relativas à fábrica instalada em Brumado, no centro-sul do estado. O funcionário não soube dizer se há reclamações formais feitas contra a empresa pelos vizinhos da fábrica em Santaluz. De acordo com denúncias enviadas ao BN, muitos daqueles que tiveram as casas danificadas pelas explosões, estão fazendo os reparos por conta própria, por não conseguirem fácil acesso à fábrica. Outro prejuízo diz respeito às cisternas, muito comuns nas residências, que tiveram de ser trocadas por tanques comuns, em muitos casos, por estarem rachados. Um abaixo-assinado com 300 assinaturas cobra, dentre outras solicitações, o ressarcimento das famílias prejudicadas.

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