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VEREADORES ADMITEM CARGOS, MAS NEGAM PRESSÃO II

O BN conseguiu falar com dois vereadores citados no episódio e ambos negaram que foram coagidos. “Tenho sim um filho, que é advogado, e está lotado há tempo em uma terceirizada, por indicação de Geddel (Vieira Lima), mas nunca teve intimidação alguma. O prefeito não é homem de fazer isso e eu votei a favor porque ele se comprometeu em resolver a questão dos agentes de saúde”, revelou Alemão. Palhinha também ressaltou a mudança do seu sufrágio na semana passada pelo compromisso assumido com os profissionais, mas alega que a sua função de 3º secretário da Mesa Diretora tem sido cobiçada. “Não tem nada a ver. Minha filha é telefonista de uma terceirizada e bate ponto todos os dias. Nunca recebi nenhuma ameaça. Se alguém interessado em me atingir não conseguirá. Sou um vereador transparente e voto com a minha dignidade”, explicou. Anunciação e Santiago não foram localizados pela nossa reportagem, mas, conforme a denúncia, o primeiro teria o filho lotado em uma empresa ligada à Secretaria de Educação (Secult). Já a filha do chefe dos contrários, que também atuaria em uma organização vinculada à prefeitura, já teria sido demitida, pois Gilmar não modificou seu voto. Em todos os casos, os salários passariam de R$ 2 mil. Segundo o advogado eleitoralista J. Pires, as contratações dos parentes de vereadores não configuram-se, nesta hipótese, como nepotismo. “É no mínimo suspeito que estejam em empresas terceirizadas. Eles fazem isso como forma de burlar a lei do nepotismo. Mandam os amigos contratarem”, avaliou.

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