KIRCHNER: CARDIOLOGISTA EXPLICA COMPLICAÇÕES
Por (Rafael Albuquerque)

O BN contatou o cardiologista Jadelson Andrade, para que os leitores pudessem entender casos como o de Kirchner, ex-presidente da Argentina
Sobre a morte do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner, que teve um mal súbito seguido de morte na manhã desta quarta-feira (27), o Bahia Notícias entrou em contato com o cardiologista Jadelson Andrade, do Hospital da Bahia. Ele informou que, nestes casos, o que pode ocorrer é uma obstrução aguda da artéria coronária pela formação de trombos (coágulos). Kirchner foi submetido a uma angioplastia e colocação de um stent em setembro. De acordo com Andrade, há riscos durante o procedimento, mas que geralmente são sanados rapidamente. Mas, durante os seis meses após o procedimento, é grande o risco de uma trombose aguda tardia, que pode levar o indivíduo a um infarto e, caso não haja atendimento rápido, pode levar à morte. A trombose é a formação de um trombo dentro do stent, o que obstrui a artéria. Para evitar a trombose tardia, salientou o cardiologista, “deve-se fazer uso das medicações antiagregantes AAS e Clopidogrel, cujo nome comercial mais conhecido é o Plavix. Essas duas medicações devem ser usadas durante até um ano após a cirurgia”. Vale ressaltar que os indivíduos que realizaram angioplastia com stent famacológico e que usam a medicação regularmente após o procedimento têm de 3 a 5% de chances de ter trombose tardia, enquanto os que não usam têm um índice de 30% de chances de sofrer complicações e vir a óbito.
