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'SURRA' DE ACM NETO E VIRGÍLIO DERRUBA SENADOR

Por (Evilásio Júnior)

Se a famosa promessa de “surra” ao presidente Lula (PT), feita pelo deputado federal ACM Neto (DEM), não repercutiu na Bahia - por desconhecidas razões - no Amazonas ajudou a derrubar um dos maiores caciques da oposição brasileira, líder do PSDB no Senado. Na verdade, a polêmica partiu do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que denunciou ter sido grampeado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em discurso feito no plenário, em novembro de 2005. Quase cinco anos depois, o episódio foi demasiadamente explorado na campanha eleitoral pelos seus adversários, Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB), que acabaram por derrotá-lo. “Mexer comigo, é a mesma coisa que meter a mão no bumbum na mulher do Mike Tyson em um bar. Eu daria uma surra no Lula. Eu pessoalmente. A surra pessoal no vagabundo ninguém tira. Ninguém tira...ninguém tira”, esbravejou Virgílio. O brado do tucano, na época, inflamou o democrata baiano, ACM Neto, que, mesmo sem porte atlético, longe disso, reiterou a ameaça do colega de bancada com o afamado: “Sou capaz de dar uma surra no presidente da República ou qualquer um dos seus”. A derrocada de Virgílio gera duas dúvidas: por que os oponentes de Neto não exploraram a sua ira contra Lula e, se tivessem usado, qual seria o desempenho eleitoral do mais votado deputado baiano, reeleito com 328 mil votos?

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