CANDIDATOS VOLTAM A PROPOR QUESTÕES ENTRE SI
O terceiro bloco do debate da Aratu concentrou, em sua primeira parte, um retorno das questões entre os candidatos com tema livre e a ocasião facilitou o retorno dos temas mais espinhosos, especialmente para o governador Jaques Wagner. Ele inclusive foi o primeiro interpelado, desta vez por Paulo Souto, que perguntou sobre suas supostas propagandas enganosas. O petista respondeu que a média de publicidade anual de sua gestão é R$ 20 milhões menor do que a do antigo governo do PFL e que a pesquisa da PNAD que acusaria um número menor de alfabetizados pelo Topa e casas com novos acessos a água responde apenas até setembro do ano passado. Propôs ainda ao democrata que veja uma lista com os nomes e endereços de cada alfabetizado. O governador logo depois questionou Luiz Bassuma sobre sua atuação parlamentar contra a corrupção. O verde preferiu falar que, em seu governo, haverá prioridade zero para a erradicação do problema, além de atacar o vice da chapa do PT, Otto Alencar, que, segundo ele, é o ex-carlista com maiores suspeitas sobre si. Já Geddel Vieira Lima atacou Paulo Souto lhe pedindo razões que convençam o eleitorado de que, depois de 8 anos de governo, terá como mudar o que não conseguiu resolver no passado. O democrata justificou-se com dados discordantes aos de Geddel sobre violência e que sua política é a do compromisso com a resolução. Logo depois, Marcos Mendes acionou Geddel em pergunta sobre a transposição do Rio São Francisco, que o peemedebista disse ter feito por ter acreditado no novo projeto. O opositor classificou a obra como equivocada e disse que ela inaugura um novo modelo de exclusão social baseado em sua experiência como mestrado em geologia no semiárido. O ex-ministro, em retorno, classificou Mendes como um “péssimo aluno” de mestrado. Por fim, Mendes respondeu pergunta de Bassuma sobre ações práticas para resolver o problema da saúde na Bahia, mas o socialista preferiu atacar as políticas públicas atuais do setor e fugiu do tema.
