HOSPITAIS PARTICULARES NÃO SUPORTAM A DEMANDA
Apesar dos altos custos de manutenção de planos de saúde privados, nos momentos em que os conveniados necessitam de atendimento, é quase uma regra ter de esperar três ou mais horas para ser atendido nas emergências de hospitais privados de Salvador. Os diretores dos centros médicos admitem que não há previsão para que o quadro mude. Segundo o chefe da emergência do Hospital Português, Roberto Valente, isso se deve à falta de leitos de internação e às doenças sazonais, como as respiratórias. “Muitos pacientes que estão nas emergências precisam de internação. No entanto, como os hospitais não possuem esses leitos, os doentes são retidos nas salas de observação. Isso resulta nesta superlotação”, afirmou ele. Para que os hospitais consigam reverter o quadro de falta de leitos nas emergências, segundo o médico, será necessário ampliar o número de leitos no Estado para mais quatro mil unidades. “Cerca de 30% deste total, somente para atender aos privados”, projetou. Informações do A Tarde.
