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CPI DO METRÔ: RANGEL DEFENDE USO DA INTIMAÇÃO

Foto: Rafael Rodrigues/BN

O deputado Paulo Rangel (PT), membro da CPI do Metrô na Assembleia Legislativa, defende uma atitude mais drástica para dar, enfim, início aos trabalhos da comissão que pretende investigar corrupção na obra do Metrô de Salvador. Apesar de instalada há pouco menos de um mês (dia 14 de abril), o colegiado ainda não conseguiu ouvir o depoimento de nenhum dos três convocados através de requerimento: um representante da construtora Impregilo (vencedora inicial da licitação), do consórcio Metrosal (formado por Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez) e o procurador da República, Wladimir Aras, autor das denúncias. “As pessoas se negam a aceitar o convite, então tem que ter (a intimação). Aí a Justiça vai decidir se as pessoas devem ir ou não”, diz Rangel. O parlamentar utiliza do argumento de que a Assembleia Legislativa não teria a atribuição de fazer esta investigação, por se tratar de uma obra gerida pela Prefeitura de Salvador, para justificar a falta dos depoentes. “Talvez tenha a ver, na compreensão dessas pessoas, eles acham que não devem dar satisfação à Assembleia. Eu temo, embora considerar a CPI importante”, ponderou. Apesar de ter chegado atrasado na última reunião da CPI, que caiu por falta de quórum, Rangel garante que a comissão começará a trabalhar efetivamente nesta quarta-feira (12). “Temos que dar satisfação à sociedade. Não pode instalar uma CPI e morrer de morte morrida”, disse, ao rechaçar a chance de não ter o que relatar no fim dos trabalhos, em 30 dias, caso não haja prorrogação.

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