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HELCÔNIO DIZ QUE GOVERNO O PERSEGUE

Por (Evilásio Júnior)

O presidente do Instituto dos Auditores Fiscais (IAF), Helcônio Almeida, declarou ao Bahia Notícias que a investigação da Controladoria Geral da União (CGU) sobre o seu possível acúmulo de cargos públicos pode ter sido motivada pelo Estado. A entidade que ele dirige se opõe à gestão do secretário da Fazenda, Carlos Martins, e conforme o também professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o governo já havia solicitado informações ao centro de ensino sobre as suas funções acadêmicas. “Pelo menos em três oportunidades a Sefaz mandou ofícios à UFBA para verificar minha carga horária. Estava me sentindo perseguido, pois o fato estava sendo direcionado a mim e deveria ser apurado com todo mundo. Toda a minha vida é pública e está na internet. Trabalho na UFBA às terças e quintas pela manhã e na Sefaz à tarde. Não há incompatibilidade”, assegurou. De acordo com ele, se o seu caso for considerado inconstitucional, haverá um grande impacto no Judiciário baiano. “Se há irregularidade, vai atingir vários juízes, procuradores e promotores federais. Creio que para os auditores seja uma honra ter um professor da universidade em seus quadros”, declarou.

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