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SESAB E SMS DISCORDAM SOBRE PROBLEMAS NA REDE

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) justifica que a demora para conseguir vagas de alta complexidade na rede estadual de saúde ocorre por conta da ocupação das unidades, que está hoje em 100%. O problema é agravado por um déficit de 1,2 mil leitos de UTI no Estado, segundo a Sesab. A pasta não soube informar o número necessário de leitos para desafogar o sistema em Salvador. Também não informou o número atual de leitos de UTI na capital e na Bahia. Tomando por base diretriz do Ministério da Saúde, que determina uma média de três leitos para cada mil habitantes, seriam necessários 42 mil leitos de UTI no Estado. Para o secretário municipal de Saúde, José Carlos Brito, a carência de leitos é agravada pela migração de pacientes do interior. “Cerca de 60% dos doentes são de outras cidades”, afirma. O diretor da rede própria da Sesab, Renan Araújo, rebate as críticas de Brito, afirmando que a demanda de outros municípios não chega a 40% e que o Estado arca com esses custos. “O déficit de leitos acontece porque o município de Salvador não possui uma rede complementar eficiente, que é formada pelos hospitais filantrópicos e privados”. O presidente do Cremeb, Jorge Cerqueira, destaca a necessidade do trabalho conjunto. “Não pode haver essa disputa partidária. Tem que ter é política para promover a saúde da população”. Cerqueira acrescenta que “caso se comprove a existência de disputa política, o Ministério da Saúde (MS) terá que intervir”. Informações do A Tarde.

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