HERDEIROS POLÍTICOS SEGUEM LEGADO
Por (Fernanda Dourado)

Como diz o ditado popular: Filho de peixe, peixinho é.
O fato de famílias se unirem para disputar cargos políticos não é novidade. Na Bahia, de olho nas próximas eleições, as candidaturas em família começaram a ganhar corpo e “filhos de herdeiros políticos” entram na disputa por uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa, por espaço em Brasília na Câmara Federal e até pelo cargo mais alto do poder executivo no Estado: o governo. Agora chegou a vez da prefeita de Candeias, Maria Maia (PMDB), resolver pleitear para o filho de 23 anos, Diego Maia, uma poltrona na AL-BA. Apesar da gestora ter a máquina na mão, a briga não será fácil, já que o deputado Júnior Magalhães (DEM), que também é “herdeiro” da deputada federal Tonha Magalhães (PR), garantiu o seu espaço no último pleito com 10.655 votos na cidade. A briga por uma vaga na Casa terá vários “legatários”, entre eles Mario Negromonte Fillho (PP), rebento do deputado federal Mario Negromonte (PP), e Félix Mendonça Filho (DEM), prole do colega na Câmara Félix Mendonça. Atualmente no parlamento baiano os herdeiros políticos são Gildásio Penedo (DEM), Misael Neto (DEM), Leur Lomanto Júnior (PMDB) e Luiz Argolo (PP). No Legislativo Federal, Marcelo Guimarães Filho (PMDB), Fábio Souto (DEM), Geddel Vieira Lima (PMDB), Sérgio Carneiro (PT) e ACM Neto (DEM) também herdaram a política no sangue. Filho de peixe, peixinho é, já diz o ditado popular. Não podemos esquecer na disputa dentro de casa como aconteceu com os filhos do senador João Durval (PDT): João Henrique (PMDB – na época no PDT) e Sérgio Carneiro (PT). Atualmente JH conseguiu eleger sua esposa Maria Luiza Carneiro (PSC) no parlamento baiano.
