PPS DIZ QUE TRANSALVADOR NÃO É PARTE DE ACORDO
Miguel Kerztman assumiu órgão municipal após PPS fechar com PMDB
A nomeação do novo diretor da Transalvador, Miguel Kertzman, ex-vereador de Salvador e membro da executiva estadual do PPS, soou para ala do partido como parte de um acordo para que o partido declarasse o apoio à candidatura do deputado Geddel Vieira Lima (PMDB) ao Governo do Estado. Insatisfeito com a negociação está o grupo do ex-vereador Virgílio Pacheco, que está em contato direto coma direção nacional do partido para tentar anular a decisão estadual. “A indicação de Miguel Kertzman não é fruto de negociação partidária. Foi um convite pessoal do prefeito”, disse o presidente estadual do partido, George Gurgel, que nega que a nomeação faça parte de acordo com o PMDB. O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, criticou a aliança com Geddel, por este apoiar a candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência (O PPS fechou com o tucano José Serra). Gurgel, entretanto, mantém a posição. “Estamos seguindo a orientação nacional do partido, que é fazer a campanha de José Serra, cujas expectativas serão até superadas”, disse. “O presidente nacional do partido é maior e vacinado, pode dizer o que quiser, mas quem fala pela executiva estadual é o presidente na Bahia”, assinalou. “Temos com o PMDB uma ligação de longa data”, destacou o presidente do PPS, lembrando as últimas eleições municipais. “O PPS apoiou o governador Jaques Wagner na sua campanha, mas se afastou do governo, acontecendo a mesma coisa com o PMDB e o PV”, pontuou. “Em 2006, estivemos com o PMDB na maioria das prefeituras. Só estivemos com o DEM em apenas uma”, assinalou. Informações do A Tarde.
