OTTO DIZ ESTAR FORA DE CRISES DOS GRAMPOS E EBAL
Foto: Tiago Melo/BN
Em entrevista ao programa “Bahia Notícias no Ar” desta segunda-feira (19), comandado por Daniela Prata e Samuel Celestino na rádio Tudo FM, o ex-governador Otto Alencar (PP) e pré-candidato ao senado ou a vice na chapa do governador Jaques Wagner (PT), negou qualquer envolvimento nos escândalos dos grampos e da Ebal, que explodiram no período em que Paulo Souto era governador, em 2006, e quando era presidente do Conselho da Ebal José Luis Garrido que tinha sido indicado desde outubro de 2004, pelo então governador. “A CPI da Ebal foi o fórum para identificar quem tem culpa no cartório. Lá quebram os sigilos que foram necessários. Três dezenas de pessoas foram convocadas a depor e ninguém citou meu nome. Na auditoria da Sefaz eu também não sou citado”, endossa. Ele destaca que o órgão que ocupava, de presidente do Conselho, não tem poder executivo, e todas as decisões do colegiado foram tomadas com a anuência dos conselheiros. “Querem me atribuir até fatos que aconteceram depois que eu saí”, destaca. Ele recorda que toda a diretoria da Ebal foi nomeada ainda no governo do agora senador César Borges (PR), inclusive Omar Brito, que assumia a direção do órgão no período dos escândalos. “Borges nomeou ele como uma pessoa correta. Não quero culpar ninguém. Borges não ia compactuar com irregularidade, nem eu, nem o Paulo Souto”, defendeu. Quanto ao fato de responder judicialmente no processo federal da crise dos grampos, Otto afirma que a vinculação se deu porque assinou um documento encaminhado ao Ministério da Integração Nacional com a solicitação de obras via Codevasf. O falecido senador ACM também teria protocolado documento similar na Casa Civil federal. “Por isso o procurador me acusou”, disse. O ex-governador afirmou que luta, junto com sua equipe jurídica, para ser julgado o quanto antes, para que não restem dúvidas quanto sua conduta. “Não fui eu quem levantou essa questão por respeito à memória do senador Antônio Carlos Magalhães. Mas, na época, toda a imprensa do Brasil colocava ACM como protagonista dessa questão”, recorda. Otto Alencar e César Borges foram recentemente entrevistados pelo Bahia Notícias, clique aqui para ler.
