CONSTRUÇÃO PESADA EM GREVE GERAL NA BAHIA
Os trabalhadores da construção civil pesada, após assembléia realizada na tarde desta quinta-feira (15), decidiram iniciar greve geral da categoria sem previsão de término. O motivo da paralisação é o impasse relativo à campanha salarial dos trabalhadores, que depois de 90 dias de negociações com os patrões mediadas pelo Ministério Público do Trabalho não gerou nenhum entendimento sobre novos salários. A proposta do MPT para encerrar a greve foi oferecer aos patrões 12% de reajuste salarial, sendo 10% retroativo ao mês de março e 2% a ser reajustado a partir do mês de agosto; Cesta básica de R$ 110,00; Horas extras de segunda a sexta a 60% e sábados a 100%; Jornada de trabalho de segunda a sexta entre outras reivindicações. Entretanto, os operários disseram ter sido surpreendidos com uma contraproposta de 7% de aumento e nada mais. Com a falta de acordo e conseqüente greve, obras ficam paradas em todo o estado, entre elas a Via Expressa, o canal do Imbuí, ambas realizadas pela empresa OAS, a obra do metrô, a Tecnovia e outras 39 espalhadas pelo interior baiano.
