FALTA ESTRUTURA À PF BAIANA
Na edição desta quinta-feira (25), o jornal A Tarde publicou cópias de um memorando ao diretor-geral e ao então superintendente da Polícia Federal (PF) no estado, o delegado Hélbio Afonso Dias Leite, enviado em maio de 2009, em que delegados reclamam por trabalhar em número reduzido, além de faltar escrivães e agentes, o que paralisa as operações policiais, atrapalha investigações e retardam a conclusão de inquéritos. A “precariedade” do efetivo policial levou chefes de delegacia e de outros setores a entregarem os cargos, o que causou uma crise institucional. Assinado por 20 delegados, cerca da metade do efetivo, o documento denunciava a situação e alertava para o risco de a superintendência “entrar em colapso”. A categoria informava que a falta de pessoal gera o acúmulo de inquéritos ao longo dos últimos sete anos. Cerca de 5,7 mil inquéritos se amontoaram nas prateleiras entre 2003 e 2009. Segundo o documento, apenas no ano passado, ficaram acumulados 410 inquéritos para 2010, porque foram instaurados 651, mas apenas 241 foram concluídos. Cada delegado preside 300 inquéritos simultaneamente, em média. Para os escrivães a média individual é de 407 inquéritos. Em maio, sete operações estavam paralisadas por falta de efetivo, segundo o memorando. A PF contaria apenas com 33 delegados, 31 escrivães e 117 agentes, para atuarem para a quarta maior população do país e a quinta maior extensão territorial. A categoria afirma que o efetivo é inferior ao de estados menores, “como Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Paraná”.
