WAGNER TENTA MANTER SECRETÁRIOS NO GOVERNO III
Os elementos disponíveis para a permuta com os mandatos se constituem, entretanto, em uma equação difícil de solucionar. Entre os pepistas, o presidente estadual da legenda, Mário Negromonte, tenta intermediar, pois tem interesse em facilitar a chegada do seu homônimo filho ao Legislativo baiano. Já no elenco petista a situação é mais complicada. Pinheiro quer ficar, mas pretende ser o nome de consenso do partido na corrida pela prefeitura de Salvador em 2012, embora o nome da estrela vermelha que figura mais forte no momento seja o de Pelegrino. Outro empecilho é o espaço cedido na administração à Democracia Socialista (DS), a corrente do titular da Seplan no PT. A ala não dispõe do mesmo prestígio de outrora e o governador teria cumprido todo o compromisso assumido para revigorá-la. Além do próprio secretário do Planejamento, o primeiro escalão conta com Florence – que seria um dos grandes beneficiados com a saída de Pinheiro da disputa – e outros quatro militantes da DS gerem importantes superintendências do Estado. A questão resume-se em convencer todos os interessados na coalizão de que o Palácio de Ondina não fica em Jerusalém e a chegada aos parlamentos não se dá via cruzada.
