MOVIMENTOS SOCIAIS REVELAM DOSSIÊ SOBRE LINS
Por (Evilásio Júnior)
Uma parte de um dossiê sobre supostos desmandos do ex-presidente da Fundação Gregório de Mattos, Antonio Lins, feito em conjunto por diversos movimentos sociais de Salvador, foi enviada ao Bahia Notícias para apoiar a saída do gestor da autarquia. Assinado por entidades como o Movimento Negro Baiano, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento das Mulheres, Fórum Nacional das Mulheres Negras e Diálogo e Diversidade LGBT Brasil, o documento acusa o dramaturgo de cometer diversos excessos em sua administração e teria sido o motivo principal para a exoneração do poeta. “Constam casos de racismo, assédio moral, falta de compromisso com a política cultural, homofobia, lesbofobia, factóides, desvio de bem público e favorecimento ilícito”, aponta o grupo. As instituições exemplificam os casos, inclusive, com relatos de funcionários da FGM que teriam sido “perseguidos” por Lins. “Perdi meu cargo, fui transferida para Liberdade para trabalhar em uma biblioteca, sendo que sou produtora cultural. Todos os dias esse senhor repetia que lugar de preto é na Liberdade. (...) Mas não me acovardei e este senhor está respondendo a inquérito policial e processo por crime contra a pessoa, no qual constam depoimentos da escritora Aninha Franco e da produtora Luzia Moraes”, conta a servidora Stella Gonçalves, uma das denunciantes. Clique aqui para ler o manifesto na íntegra. Em oposição, o antropólogo Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB) demonstrou apoio a Lins. "Creia na minha solidariedade e votos de que esta poeira logo se assente e você dê a volta por cima. Vou investigar este caso para fazer prevalecer a verdade e a justiça, meus lemas de vida", disse em e-mail ao dramaturgo.
