VALÉRIA: ÁGUA PARA QUASE TODOS

Drama narrada por Graciliano no início do século passado se repete na capital baiana
A situação seria mais comum se acontecesse nos livros de Graciliano Ramos, no meio do sertão nordestino. Mas falta água em um dos bairros da capital da Bahia há mais de três meses. É o que sofre a população de Valéria, que desde dezembro do ano passado não vê pingar uma gota em suas torneiras. A dona de casa Liliane de Jesus Santos, 35 anos, revela que a solução nem sempre é a mais higiênica. “Aqui tem um riozinho que a gente improvisou como fonte e estamos pegando água por lá”, afirmou. Pelo menos outros seis bairros da cidade também sofrem com falhas na distribuição há três dias: Plataforma, Itacaranha, Praia Grande, Ilha Amarela, Colinas de Periperi e Rio Sena – todos no Subúrbio Ferroviário. A assessoria de imprensa da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) justifica ter ocorrido um defeito em um equipamento do reservatório de água que serve à área. No último sábado (13), o problema teria sido sanado. No domingo (14), equipes fizeram vistoria nos locais atingidos e consideraram o abastecimento regularizado. A equipe de reportagem constatou que em Itacaranha e nas ruas da Areia, da Fonte e Paissandu, em Plataforma, o serviço foi restabelecido, o que não aconteceu, entretanto, na Rua Antônio Balbino e na travessa de mesmo nome. Informações do A Tarde.
