PREFEITURA POLITIZA QUEIXA DE PROFESSORES
Por (Evilásio Júnior)
Em resposta às suspeitas de superfaturamento na compra de livros do Programa Cidade Educadora, adquiridos por inexigibilidade de licitação por quase R$ 35 milhões, o secretário municipal de Comunicação, André Curvello, resolveu politizar a questão. Ele afirmou ironicamente que a prefeitura de Salvador queria saber quem são os professores que contestaram os valores ao Bahia Notícias e colocou em dúvida que o questionamento tenha partido realmente de educadores, que não permitiram a identificação com medo de represálias. Ele fala que o procedimento é realizado há três anos e que apenas nas proximidades das eleições foi contestado, mesmo que o Diário Oficial do Município tenha sido divulgado na última quarta-feira (10). Leia abaixo a íntegra do texto:
O secretário de comunicação de Salvador, André Curvello, enviou nota ao BN contestando carta anônima atribuída a professores da rede municipal. "Uma pena que a carta não tenha sido assinada, é anônima e assim sendo o secretário Carlos Soares não poderá dar aos autores da carta as explicações necessárias". De acordo com Curvello, a atual administração tem promovido uma verdadeira revolução na educação do município, valorizando servidores, professores e, principalmente, os alunos. Estranhamente, a aquisição de livros didáticos recomendados e aprovados por docentes que acontece a três anos, somente agora em ano eleitoral é motivo de suspeitas infundadas. O preço médio está compatível com a média nacional e os livros vão beneficiar os 150 mil alunos matriculados na rede. "Todo o processo burocrático foi feito com base em pareceres jurídicos. A educação não deve ser objeto de interesses eleitoreiros. Por determinação do prefeito João Henrique é uma área prioritária. João acredita que só reduziremos as desigualdades sociais com a uma educação pública de qualidade".
