ALELUIA: WAGNER NÃO ELEGE CARLISTAS II
Para José Carlos Aleluia, César Borges e Otto Alencar têm contra eles obstáculos intransponíveis. Enumera: 1- Os petistas não votarão em carlistas. Uma parte poderá seguir a orientação do governador Jaques Wagner, mas outra, que considera substancial, não, "porque o governador foi eleito para mudar e não para misturar petista com carlista"; 2- Os carlistas consideram Otto Alencar figura distante, portanto não terá voto resultante de resquício da sua longa passagem sob o comando de Antônio Carlos Magalhães; 3- O senador César Borges é diferente: "embora com sua carreira com origem no carlismo, foi eleito governador em consequência da morte de Luis Eduardo Magalhães e escolhido a dedo por ACM, mas, depois da morte do chefe do grupo, ganhou luz própria, se desvinculando do então PFL e ingressando no PR, onde comanda parte da legenda. Conseguiu se movimentar bem na política estadual e nacional". Em síntese, acha que os dois não combinam com Wagner, daí César não ter se pronunciado ainda. "É uma chapa que nada tem a ver com a história do PT e sim com interesses políticos do momento. Creio que o governador, que é um bom articulador, erra. Se ele compuser esta chapa, pode até eleger um, sem votos de boa parte do petismo e sem nenhum de outras correntes e daqueles que não aceitam mudanças para meramente usufruir vantagem. "Oportunismo puro. No meu caso, no momento certo, porque é cedo ainda, colocarei meu nome". O processo, segundo José Carlos Aleluia, está apenas começando.
