HAITI: FERIDOS PODEM MORRER SEM A AJUDA DOS EUA
Por (Fernanda Figueiredo)

Enquanto os Estados Unidos discutem sobre quem arcará com os custos de tratamento dos feridos haitianos, suspendendo, assim, as retiradas aéreas, centenas de pacientes precisam "desesperadamente" de transferência" para hospitais melhores fora do país. O alerta é do médico Barth Green, chefe do instituto de Saúde Comunitária da Universidade de Miami, que está envolvido nos esforços de ajuda ao Haiti. Segundo ele, centenas de feridos pelo terremoto que devastou o Haiti no último dia 12 correm o risco de morrer se os EUA não retomarem os voos para levá-los a hospitais americanos. Questionada sobre o caso, a Casa Branca afirmou no sábado que a decisão de interromper os voos foi logística, motivada pela falta de espaço, e não política. Mais de 400 vítimas do terremoto, entre americanos, haitianos e gente de outras nacionalidades, foram atendidas em hospitais da Flórida. Deles, 136 continuam internados.
