RENÚNCIA NÃO EVITA FORCA

Era mesmo uma semana para o governadorJosé Roberto Arruda. Como previsível, não esperou pela decisão do DEM, que seguramente o expulsaria da legenda. Preferiu reeditar o caminho que tomou no escândalo da quebra do sigilo do painel do Senado. Renunciou, ao tempo em que, num discurso solitário de dois minutos, anunciou que estaria abandonando a carreira política, mas não se deve acreditar. De qualquer modo, ele só poderá ser candidato em 2014, ou em 2018, se a Câmara Distrital do DF aprovar um dos pedidos de impeachment que, por ora, estão parados no Legislativo. O impeachment, automaticamente suspende os seus direitos políticos por oito anos. Por ora, a primeira consequência do escândalo, um dos três mais graves daRepública após a redemocratização (os anteriores foram o impeachment de Fernando Collor e o mensalão do PT), está posta, mas é de supor que não pare por aí. Se a Câmara Legislativa Distrital não conceder o afastamento definitivo do governador, restará a ação judicial já anunciada pela OAB, o isolamento do governador, a despolitização da gestão com a fuga dos partidos políticos, e a reação da cidadania brasiliense. Clique aqui e confira na íntegra a Coluna de Samuel Celestino no A Tarde deste domingo (14).
