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BLAIR DEVERIA RESPONDER POR INVASÃO AO IRAQUE

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair deveria comparecer junto a outros responsáveis pela invasão do Iraque diante de um tribunal do Reino Unido para responder inclusive por crimes de guerra, segundo o general britânico Michael Rose. Rose, que lutou nas Malvinas e comandou as forças de paz da ONU na Bósnia-Herzegovina, critica - em um longo artigo publicado pelo jornal "Daily Mail" - a atual investigação pública sobre a Guerra do Iraque, porque seu objetivo declarado não é julgar os responsáveis pelo conflito. Segundo o militar britânico, que deixou o Exército em 1997, a investigação, apesar de ainda estar no começo, já deixou várias coisas claras: a primeira, que dez dias antes da invasão do país árabe, os serviços britânicos de inteligência informaram que o Iraque tinha destruído seu arsenal químico. Além disso, o ex-embaixador britânico nos EUA, Christopher Meyer, afirmou aos investigadores que Blair e o ex-presidente americano George W. Bush tinham assinado "um pacto de sangue" para derrubar Saddam Hussein quase um ano antes do início da guerra, e a partir disso se tentou por todos os meios buscar um pretexto que justificasse.

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