ZARIF DIZ QUE CONTRATO NÃO É "MERA CONSULTORIA"
Por (Evilásio Júnior)
O advogado Marcelo Zarif, em contato com o Bahia Notícias, confirmou que o contrato estabelecido entre o seu escritório e a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) foi suspenso (ver nota). Ele negou, entretanto, que o objeto do convênio seja a “mera prestação de consultoria” para a desapropriação de áreas do entorno da construção da Via Expressa. “Houve um mandado de segurança em que o juiz de primeiro grau negou a liminar e a desembargadora Rosita Falcão concedeu um efeito suspensivo até que seja julgado o mérito. Sobre a consultoria, na verdade não é isso e o contrato não é milionário. A Conder me procurou e pediu para que eu fizesse uma proposta de trabalho, que inicialmente era muito superior. Eu sou obrigado a realizar todas as desapropriações, que são aproximadamente 750. Dá menos de R$ 200 por processo e cada um demorará três, quatro ou cinco anos para ser concluído, pois são longos e a Justiça é lenta”, explicou. Ele esclareceu ainda que a contratação de advogados, conforme entendimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não tem que ser submetida a processo licitatório e que não houve influência da sua mulher, a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Sílvia Zarif, para a escolha do seu gabinete. “O meu escritório, que não é só meu, existe muito antes de ela ser desembargadora. Eu fui contratado pela qualidade do meu escritório que tem mais de 100 advogados e vai continuar mesmo depois de ela sair do TJ”, questionou. Conforme o magistrado, a Conder tomará as devidas providências para que o trabalho continue a ser executado.
