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MINAS E ENERGIA SOB O COMANDO DE SARNEY

Fernando Sarney, filho mais velho de José Sarney, interfere diretamente nos compromissos do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), segundo diálogos interceptados pela Polícia Federal, como parte da Operação Boi Barrica (rebatizada de Faltor). As escutas, autorizadas pela Justiça, revelam Fernando e Silas Rondeau, aliado de Sarney e ex-ministro da pasta, agendando e desmarcando reuniões de Lobão, orientando o ministro sobre o teor de conversas com empresários e indicando nomes para cargos. Lobão rebateu as acusações, garantindo que José Sarney, por meio de Fernando e Rondeau, não tem qualquer influência sobre as questões do seu ministério. O ministro afirmou que Fernando pode solicitar audiências, mas não as marca nem desmarca. As conversas, segundo a PF, configuram “tráfico de influência” e a pena pode chegar a cinco anos de prisão. Fernando, que não quis se pronunciar por se tratar de investigação que corre em segredo de Justiça, foi indiciado sob a acusação de crime de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e gestão de instituição financeira irregular. Silas Rondeau, por sua vez, negou tráfico de influência e disse que se precisa de alguma coisa do ministério, consegue pelos trâmites legais.

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