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COLÉGIOS TRADICIONAIS ESTÃO AMEAÇADOS

Colégios com muito tempo de fundação e com base no ensino tradicional estão perdendo espaço na capital baiana. A inadimplência tem sido o grande pesadelo, principalmente de instituições de ensino com público de classe média e média baixa. Essa semana duas instituições antigas foram especulados para negociação, a exemplo do Colégio São Paulo que pode ter se fundido ao Anchieta, e o Colégio Guiomar Muniz Pereira, que fica no Rio Vermelho e foi consultado para compra por uma construtora. Inadimplência no pagamento de mensalidades e dinâmica de mercado impulsiona a comercialização e as mudanças no setor de ensino particular. Colégios localizados em bairros antigos, como Barbalho, Nazaré e Liberdade e, que abrigam filhos da classe trabalhadora enfrentam obstáculos para se manterem. Originados em um contexto administrativo conservador, alguns colégios antigos passam por dificuldades financeiras atualmente. Criado há 42 anos pela professora Valdete Barreto Martins, o  Guiomar Muniz de Pereira, entidade de médio porte, localizada na Travessa Lydio Mesquita é um dos ameaçados pelos prejuízos da inadimplência, que chega a 40%. Segundo o atual diretor e filho da proprietária, Guilherval Martins, por conta dessa situação, o colégio está aberto a parcerias com outras instituições de ensino.

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