FILHO DE MORTA DOADORA ALEGA DESINFORMAÇÃO

Túmulo da morta que doou para a campanha de Maria Maia
O filho da morta doadora da campanha de Maria Maia (PMDB), prefeita de Candeias, alegou não saber que falsificar a assinatura da própria mãe se constituía em crime. William Jorge Monteiro Marques apresentou essa justificativa à Polícia Federal (PF) depois de ter confessado o uso do nome da mãe, Almerinda Monteiro dos Santos, numa doação de R$ 266 mil à então candidata, hoje prefeita. De acordo com o depoimento de William, cujo teor o jornal A Tarde teve acesso, a maior parte do dinheiro utilizada no financiamento eleitoral teve como origem uma doação de Almerinda para ele. William disse que sua irmã, Núbia Stewart, trouxe U$ 80 mil dos Estados Unidos, a pedido da mãe, para investi-lo na HP Video Importação, empresa dele e da mãe que depois passou a se chamar Dandaluna. Almerinda vivia em Atlanta, EUA, era conhecida como Mel Monteiro e trabalhava como cabeleireira. Apesar de ter morrido em 2004, aparece em segundo lugar no ranking baiano de pessoas físicas que mais financiaram campanha no ano passado. William, seu filho, confessou à PF ter feito a doação em nome dela. De acordo com ele, o dinheiro dado a Maria Maia foi transferido eletronicamente, através de TED, de uma conta dele no Bradesco para a conta da campanha da então candidata. Foram duas transações – R$ 164 mil e R$ 102 mil – feitas depois das eleições. Ele disse que “uma boa parte” do dinheiro saiu diretamente de sua conta e o complemento teria origem em moeda estrangeira. No depoimento, William disse que a ideia de colocar o nome da mãe na doação foi dele.
